quarta-feira, 2 de março de 2011

REDES SOCIAIS E EDUCAÇÃO: CONSTRUINDO JUNTAS, O FUTURO

O texto abaixo de Suzana Gutierrez e Lilian Starobinas traz uma reflexão muito importante, elas comentam que as redes sociais hoje representam uma realidade e que o professor não pode negar, enquanto ferramenta de ensino e contato com seu aluno. O espaço da sala de aula foi expandido e a rede possibilitou um novo jeito de ensinar e aprender. Mas chama atenção para que escolas e educadores assumam o compromisso quando diz: "A educação não pode, portanto, evitar o computador e filtrar sites como Orkut e YouTube. Educar é preparar para usar bem, com critério, ética e responsabilidade", opina Lilian.

Ver texto a seguir:

As redes sociais já foram consideradas o futuro da internet. O futuro, portanto, chegou. E com ele uma dúvida: agora que as redes já são uma realidade, o que esperar delas? "Com a web cada vez mais interativa e social, penso que passaremos por um período em que surgirão diariamente novas alternativas de suporte para as redes sociais", responde Suzana Gutierrez Mestre em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e pesquisadora do Tramse (Núcleo de Pesquisa sobre trabalho, movimentos sociais e educação da UFRGS).

Estas alternativas terão características diferentes segundo o ponto de interesse - música, comunicação, vídeos ou jogos, por exemplo - que procurarem atender. "Algumas vão desaparecer em pouco tempo, outras se transformarão, outras, ainda, vão compor novas alternativas híbridas. Algumas se consolidarão e farão história, como os blogs", prevê Suzana. Ela mesma lembra que isto já está acontecendo e cita como exemplo o Twitter. Se no início as pessoas respondiam à pergunta: "o que você está fazendo?", hoje elas contam no site o que está acontecendo.

Neste sentido, a portabilidade pode ser um primeiro e importante passo em direção ao futuro. "Não vai demorar até que a internet esteja por aí nas mochilas e nos bolsos", afirma Lilian Starobinas, Mestre em História Social, Doutora em Educação e pesquisadora de redes, colaboração e tecnologia. Para ela, a portabilidade e a mobilidade de computadores e conexões poderão ser aproveitadas em aplicações educacionais.


"A educação não pode, portanto, evitar o computador e filtrar sites como Orkut e YouTube. Educar é preparar para usar bem, com critério, ética e responsabilidade", opina Lilian. A pesquisadora também usa como exemplo o Twitter. "Ferramentas como esta alteraram a concepção de audiência, já que os comentários podem tanto ser voltados aos contatos do autor quanto a todos os interessados em determinado tema. Esse é um caminho fantástico para a troca de informações em larga escala".

Tudo indica que, no futuro, redes sociais e educação se encontrarão frequentemente. "Novos recursos serão colocados nas atuais redes sociais porque, mesmo que esses sites não tenham sido criados para fins educacionais, os professores reconheceram o potencial deles para o ensino. As redes podem ser usadas pelos professores como ambientes virtuais de aprendizagem (AVA), por terem recursos como fóruns de discussão, chats e, blogs", observa Vanessa Bohn, mestranda da Faculdade de Letras da UFMG e professora de inglês do Colégio Militar de Belo Horizonte.

A expectativa é que, além de contribuir com a educação, as redes sociais possam estimular também mudanças positivas nos métodos e nas formas de ensino, aprendizado e estudo. Se o que era futuro já virou presente, o que está sendo construído agora é uma rede de futuras possibilidades. Pegando emprestada uma prática comum nas redes sociais, possibilidades construídas com a colaboração de todos.

E como material complementar segue vídeo “Rede Interativiva 2.0”

Rede Interactic 2.0

A PRÁXIIS PEDAGÓGICA FRENTE ÀS CRISES DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO

O texto de Bonila “A práxis pedagógica presente e futura e os conceitos de verdade e realidade frente às crises do conhecimento científico no século XX”, nos faz refletir sobre qual é o novo papel da ciência e como os sujeitos estão lidando com o conhecimento frente a todas as mudanças do mundo contemporâneo. Apresenta as transformações vivenciadas na sociedade e no âmbito escolar, em que essas mudanças acontecem mais velozes do que no passado.
Bonila aborda uma concepção dessas transformações ocorrida na sociedade, comparando a cosmovisão da sociedade Medieval, da sociedade Moderna, e da sociedade contemporânea, em uma ordem atemporal (eterna). Dessa maneira, o homem, a natureza e a sociedade eram comparadas a uma imagem de ordem eterna, sendo que as relações entre eles estavam apoiadas na religião e na filosofia.
As alterações na sociedade são observadas comparando a cosmovisão medieval que era de uma ordem atemporal, cada coisa tinha seu lugar no espaço, enquanto na cosmovisao da modernidade hegemônica, até hoje, o pensamento se volta apenas para as tecnologias da escrita e da linguagem. Já a cosmovisaõ da contemporaneidade tem mostrado que nenhum sistema pode ser visto de forma isolada por completo e autodeterminado, pois este deve ser olhado sob o viés das possibilidades.

Diante dessas diferentes cosmovisão de ordem, a autora contextualiza a realidade escolar, destacando que a cosmovisão da modernidade continua hegemônica, e a instituição escolar "Contemporânea" trabalha no sentido da reprodução e transmissão do modelo hegemônico, fechada à exterioridade, não respeitando o contexto social a que os alunos estão inseridos. Enfatizando que enquanto a noção de ordem dentro da escola é da modernidade, fora da mesma tende a ser da cosmovisão contemporânea e não ocorrendo comunicação entre esses dois mundos.
Bonilla diz que a práxis pedagógica não está alcançando toda a complexidade do mundo atual, então se faz necessário que ocorra uma transformação profunda na escola, nas concepções de família, trabalho etc, neste contexto social que interage escola-sociedade-indivíduo. Incorporando as novas formas de ser, pensar e agir que estão emergindo na contemporâneidade, principalmente com a presença das tecnologias da informação e da comunicação (as TIC), que estão presentes na vida de todos, principalmente das crianças e dos adolescentes, de uma maneira muito natural.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Pra falar de Cibercultura... É bom conceituar também

Em pesquisa do significado de cibercultura na Wikipédia, encontrei vários, entre eles: “pode-se entender por Cibercultura a forma sociocultural que advém de uma relação de trocas entre a sociedade, a cultura e as novas tecnologias de base micro-eletrônicas surgidas na década de 70, graças à convergência das telecomunicações com a informática. A cibercultura é um termo utilizado na definição dos agenciamentos sociais das comunidades no espaço eletrônico virtual. Estas comunidades estão ampliando e popularizando a utilização da Internet e outras tecnologias de comunicação, possibilitando assim maior aproximação entre as pessoas de todo o mundo”.
Portanto para compreender cibercultua foi necessário também compreender alguns conceitos de tecnologia, tais como: Brito (2007), define como tecnologias organziadoras. Outra definição que comumente utilizamos é: tudo aquilo que facilita a vida do homem. A partir do texto de Glaucia Brito (2007, p. 33-43) vemos que o conceito pode ser desdobrado e mesmo ampliado. A autora apresenta então, além dos conceitos já descritos, os conceitos de tecnologias simbólicas (interfaces de comunicação, entre elas a internet); tecnologias educacionais (artefatos que são utilizados no processo de ensino-aprendizagem) e as tecnologias sociais (conjunto de técnicas e metodologias transformadoras desenvolvidas na interação com a população e apropriadas por elas com vistas à melhoria das condições vida da coletividade). Porém a Cibercultura não deve ser entendida como uma cultura “pilotada” pela tecnologia, pois o que há é uma relação íntima entre as novas formas sociais e as novas tecnologias digitais. É o que vivemos hoje em dia: home banking, cartões inteligentes, imposto de renda via internet, digital, hipertexto... portanto é o que está prsente no cotidiano de cada indivíduo.
E para complementar nosso entendimento sobre Cibercultura, segue vídeo “Rafinha” abaixo:
Atenção: Ver também link da wikipédia como textos complementares:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cibercultura

Rafinha 2.0

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Tecnologia e Consumo Entrevista Globo News



Tecnologia e consumo consciente - "Fique de olho".

Muitas pessoas se preocupam com o comportamento de compra dos clientes, mas se esquecem da importância da cultura de mídia dos usuários.Dessa maneira é importante estarmos atentos aos meios de comunicação, sejam eles televisivos, por meio da internet ou outros meios que a publicidade utiliza para invadir nossas casas induzindo pessoas das mais diversas idades a consumir.Você sabia que 58% da população brasileira pertencem às classes C e D e que esse povo todo usa a Internet, sabe que vê TV e tem email, Orkut, facebook, entre outros. Portanto não faltarão meios para que produtos cheguem às nossas casas, o que precisamos é estar atentos para discernir, que produtos são realmente bons, que tecnologia foi utilizada, se proporciona benefícios ou é apenas marketing para instigar o consumidor a comprar. No vídeo acima apresentado, podemos perceber que a tecnologia está sendo usada a serviço da saúde e bem estar das pessoas. O fisioterapeuta Marcelo Luiz de Souza chama atenção para questão de preços, dizendo que nem sempre o mais caro é o melhor. Nesse caso a tecnologia está a serviço da saúde. E assim por diante. Mas o que importa disso tudo é construirmos uma relação de consumo cosnciente com os produtos que realmente são necessários, e não todos os produtos que desejamos só porque está na moda, todo mundo usa. Essa reflexão foi muito bem discutida na Sessaõ Integradora com a nossa palestrante Elisabeth Dantas (curso de Pós Gradualção em Tecnologias e Novas Educações - UFBA(2010/2011) trabalahndo o tema "Marketing e Educação", em que foi bastante debatido a quastão da publicidade e propaganda,principalmente quando esta está direcionada para o público infantil.E para que esse público infantil construa uma cultura de consumo cosnciente, se faz necessário e importante a presença de um adulto que direcione essa criança a estabelecer valores e escolhas conscientes diante da cultura de mídias, que quer antes de tudo vender seus produtos a todo custo.

terça-feira, 17 de agosto de 2010